Publicado por: Battista Soarez | janeiro 6, 2015

EXPECTATIVAS 2015

Que venha 2015

Battista Soarez (Jornal Itaqui-Bacanga)

Muita gente, de fato, está apostando que o próximo ano virá com fortes possibilidades de que as coisas sejam melhores do que foi nos anos anteriores. Claro! As pessoas sempre querem o melhor para si, para suas famílias e, principalmente, para o seu bolso.

2015: dúvidas, incertezas e oportunismos

2015: dúvidas, incertezas e oportunismos.

Dois mil e quinze começa no dia primeiro de janeiro. Novos rumos. Novas histórias. Novos fatos. Novas ideias, embora as pessoas continuem as mesmas. Na política e na economia. Na sorte e no amor. Na família e na comunidade. No município e no estado. No país e no mundo. Em situações diversas, 2015 promete ser o ano das mudanças. Para melhor ou para pior? Isso vai depender de como as governanças se comportarão.

As dicas de como lidar com o ano que vem levam-nos a reflexões parametradas em 2014. O ano que termina no dia 31 de dezembrodeixa-nos lembranças com variáveis que feriram nossa confiança para o resto da vida. A má comportamentalidade dos políticos, as leis que eles criam—para alimentar a política burocrática e enganar a nossa visão real da sociedade que eles sempre estão formando—, os rombos na Petrobras, o assalto aos cofres públicos por meio, inclusive, das fantasiosas emendas parlamentares etc. são apenas alguns exemplos dos fatos que, em 2014, estarreceram negativamente as expectativas da sociedade. Para enganar o povo, eles criam políticas burocráticas. A burocracia é um meio oficial de se negar os direitos ao cidadão e facilitá-los aos técnicos da corrupção.

2015 acende luzes sem visibilidade.

2015 acende luzes sem visibilidade.

Enfim, 2014 foi um ano que não deixa saudades para a maioria dos brasileiros. Nós, do Jornal Itaqui-Bacanga, estaremos de olho em tudo. Vamos continuar de pronto para noticiar os fatos tal como eles acontecem. Mostraremos a realidade nua e crua. Realidade que, não fosse a imprensa, nos colocaria em patamares de difícil contorno. Inflação e juros desenfreados, atividade econômica travada. Comércio em baixa. Setor produtivo sempre reclamando do escoamento nanico e da diminuição no movimento dos negócios. Foi um ano que, enfim, mergulhou o país num mar de incertezas e num novo cenário internacional com novos conflitos entre grandes potências mundiais.

Poucos analistas acreditam que 2015 será um ano de grandes mudanças. Com a corrupção instalada na alma do sistema político, povoada na cabeça de cada membro de partido, o desenvolvimento do país ficou estonteante. Em regra, os analistas, sem uma política de coerência estrutural, erram suas previsões devido a isso.

Logo, as previsões para 2015 não são arriscáveis. Um monte de especialistas vai estar sempre confuso diante de cada fato novo. Os videntes,mais audaciosos,vão estar burilando suas previsões, espertamente, pela lógica da obviedade: “algum famoso vai morrer”, eles dizem, “duas estrelas vão casar”, “a economia vai melhorar ou piorar”, “um avião vai cair em algum lugar do mundo” e assim por diante. Claro. Todoano sempre é assim. Os oportunistas de plantão aproveitam o subjetivismo do país para marketingarem suas imagens de “semi-deuses”.

No fim do ano, é a vez dos shows das mesmas mediocridades, dasmesmas simulações perjuras e dos sentimentos louváveis que raramente se tem. Os famosos “feliz natal!”, “feliz ano novo!” são festivos. As pessoas se abraçam, dão beijinhos no rosto, tapinhas nas costas, encenam boas conversas, falas persuasivas etc. Tudo não passa de hipocrisias humanas. Depois da data comemorativa, tudo volta à mesma mornidão. Os reais sentimentos voltam para o mesmo “banquinho” de sempre: ninguém nem aí pra ninguém, interesses egocêntricos e personalistasse contracenam, os mesmos olhares de falsidade, de descasos ao senso da cidadania, os mesmos sentimentos de violência contra o próximo, os mesmosmedianismos de todos os anos.E por aí vai indo até 2016, quando tudo se repetirá. Novamente!

No Maranhão, as expectativas se voltam para o governo estadual, sem o mesmismo político de tradição saneysta. Os olhares dos maranhenses estão focados na boa vontade da juventude de Flávio Dino e sua equipe. Mas, não é de se esperar que as mudançasestejam logoacontecendo num estalar dos dedos de janeiro. O novo governo terá que enfrentar, inicialmente, um volume de problemas deixado pelo seu antecessor e só depois dará respostas ao que o povo, esperançoso, espera acontecer. Enquanto isso, terá de ter paciência para esperar. Nenhum tipo de pessimismo, portanto,valerá a pena. É importante ter a capacidade de ver o mundo com a devida noção da realidadee,assim, enxergar a possibilidade de mudança que se quer.

Uma lição: pessimismo em excesso leva à depressão; otimismo em demasia leva à estupidez. Por isso, o equilíbrio é fundamental. No mundo, há problemas. Mas também há espaço para se pensar em melhoras. E contribuir para que elas, de fato, aconteçam.

O Maranhão, assim como o Brasil,é grande e tem volumosos problemas políticos, econômicos e sociais não resolvidos em todas as suas esferase territorialidade. Mas sua população, na sua maioria, é jovem e, além disso, conta com profissionais experientes, acostumados pelo menos a lidar com crises. Situações político-sociaispodem ir de mal a pior e a economia encolher com elasticidade, mas, ainda assim, as pessoas vão continuar estudando, indo ao trabalho, se alimentando cotidianamente e fazendo as coisas que gostam. E ainda encontram bons motivos para fazer sexo. Por tudo isso, vale dizer que o povo maranhense é forte, obstinado e persistente.

Ao olhar, portanto, para a imensidão das análises, previsões e sugestões do que fazer no ano que vem, é bom ter em mente que nem desespero, nem alegria sem limites valerão a pena. Evitar os analistas desesperados e desesperançados, os videntes de ocasião e os otimismos tolos de que “tudo está a mil maravilhas” é o ideal para que não se tenham frustrações. As reais oportunidades aparecemexatamente no ambiente onde você está inserido: no mercado em que você atua, na rotina em que você vive, no modo como conduz seus afazeres. É só manter-se perceptivo e atento.

Em 2015, as melhorias virão, sim, se as pessoas procurarem soluções para aquilo que está ao seu alcance. Se elas deixarem o egocentrismo e humanizarem suas relações. Se forem um pouco mais técnicas, sendo tolerantes com todos, inclusive com aqueles que compreendem sua equipe de trabalho. Lembre-se: conflitos e erros são importantíssimos no processo estruturante à maturidade. Ninguém aprende sem errar e nem erra se não tentar, se não estiver fazendo nada. Pessoas que não erram é porque não estão fazendo nada. Isso vale principalmente para as relações no ambiente de trabalho. Melhore a sua situação, mas também a daqueles à sua volta. Busque novas formas de atender seus clientes. De lidar com fornecedores e oferecer os seus serviços. A incerteza do futuro pode dar um certo desconforto, mas também pode trazer belas oportunidades. Se você mantiver o equilíbrio, ser contemplativo, solidário e tolerante com as pessoas e consigo mesmo, 2015 será melhor do que 2014 foi.

Feliz 2015!

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