Publicado por: Battista Soarez | julho 17, 2013

REFORMA POLÍTICA

A reforma de Dilma: presidente insiste em plebiscito para reforma política e vê apoio popular

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Hoje, quarta-feira, 17, em BRASÍLIA, a presidente Dilma Rousseff insistiu em sua defesa de um plebiscito para estabelecer as bases de uma reforma política e lembrou que pesquisas de opinião recentes mostraram apoio à sua proposta para a mudança das regras políticas do país.

Em discurso durante reunião para comemorar os dez anos do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), a presidente disse que “quando se trata de reforma política, acho fundamental que nós tenhamos como base a consulta popular”.

Dilma fez a defesa do plebiscito num momento em que o Congresso Nacional trabalha na direção de estabelecer dentro do Legislativo as normas para uma reforma e, só posteriormente, submetê-las a um referendo popular.

Um dos pontos positivos nisso tudo é o fato de o governo federal defender um plebiscito no qual a população seja previamente consultada sobre os pontos da reforma para só depois o Congresso votar a matéria com base nos resultados dessa consulta popular.

Dilma disse que ela propôs que houvesse uma consulta ao povo baseada em um plebiscito no qual se exporiam as condições e se abriria um debate. Para ela e/ou para o governo dela, as pesquisas indicam que a reforma política, feita através de consulta popular, é imprescindível como uma resposta efetiva ao desejo profundo que emanou das manifestações.

Pesquisas de opinião recentes como a do Datafolha, divulgada no fim do mês passado e a do instituto MDA para a Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostraram apoio de 68 por cento para a proposta do governo de um plebiscito para dar as bases de uma reforma política.

Esses mesmos levantamentos apontaram queda significativa na aprovação do governo e na popularidade da presidente, de mais de 20 pontos percentuais, desde a onda de protestos que chegou a levar em um só dia mais de 1 milhão de pessoas às ruas de todo o país no mês passado.

No fim de junho, após a série de protestos em diversas cidades, Dilma propôs cinco pactos a todos os governadores e prefeitos de capitais, entre eles um plebiscito para autorizar um “processo constituinte” para a reforma política.

Posteriormente, o governo abandonou a ideia de uma Constituinte específica para a reforma e, no início deste mês, enviou ao Congresso uma proposta de plebiscito para estabelecer os fundamentos das mudanças.

A ideia de um plebiscito, no entanto, perdeu fôlego no Congresso Nacional, e a Câmara dos Deputados criou um grupo de trabalho, liderado pelo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), que promete concluir os trabalhos em 90 dias.

A Casa criará um portal na Internet para receber propostas sobre a reforma que, depois de aprovada pelo Legislativo, deve ser submetida a um referendo popular.

FONE: Jeferson Ribeiro e Leonardo Goy, do portal Reuters Brasil

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