Publicado por: Battista Soarez | maio 13, 2013

REFLEXÃO

CRISTIANISMO SEM CRISTO

A onda gospel da vez

“Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (I Co 1. 22-24).

O mundo já vive no maligno (1 Jo 5.19), ou seja, vivemos num mundo em que o deus deste século predomina nas pessoas. O entendimento dos crentes está totalmente ofuscado por alguma coisa que cheira a paganismo temporal. É que o cristianismo temporal vive longe de Jesus e, assim, vem causando desconforto nas estruturas da instituição que se diz ter uma proposta de Corpo de Cristo. Mas que, no fundo, não é Corpo de Cristo e nem corpo social, porque a expressão “corpo” caracteriza unidade e comunhão, tudo o que o cristianismo atual não tem.

Pergunta-se: quem é mais incrédulo? Os não-crentes que não têm o compromisso de temer a Deus? Ou os crentes que conhecem as instruções da verdade e mesmo assim vivem longe do que é correto praticar? Quem mais justo? Os que não evangélicos que vivem o temor da religião? Ou os evangélicos que parecem esnobar da glória de Cristo, abusando da bondade e misericórdia dEle?

Não podemos, segundo o próprio Jesus, fazer nada sem o Cristo filho de Deus (Jo 15.5). Mas, mesmo assim, caminhamos numa direção sem Cristo. Muita gente está seguindo um cristianismo sem os princípios cristãos. Cristianismo sem os princípios do Cristo é mera religião.

Contudo, somos admoestados, orientados e discipulados nos moldes da cruz de Cristo. A Bíblia contem ensinamentos que nos educam de maneira especial, para evitar que tenhamos outro fundamento que não seja o do autor e consumador da nossa fé, Jesus Cristo.

Esse cristianismo que, hoje, se constrói sobre bases de “areia” é um mero “cristianismo sem Cristo”. O cristianismo moderno é um cristianismo “gospel”, longe de ser testemunho da cruz.

Assemelha-se à igreja de Laodicéia (Ap 3.20). Uma igreja meramente institucional, que vive distante do discipulado de Jesus. Precisa restabelecer a comunhão perdida.

É incrível como a ganância do capitalismo eclesiástico deu um outro sentido ao evangelho de Jesus, coisificando os parâmetros dos princípios ensinados por Cristo para a igreja.

Jesus ensinou que “em meu Nome expulsarão demônios, curarão enfermos, falarão novas línguas, pegarão em serpentes, beberão até mesmo veneno e não vos causará dano algum” (Marcos 16.17,18).

Ao que parece, além de viverem um cristianismo totalmente capitalista, os cristãos não podem mais dizer “em Nome de Jesus…”. De há muito, o Cristo não é mais o centro da espiritualidade. No lugar de Cristo, se deu lugar a outras coisas que enaltecem ao homem e ao conforto.

A Bíblia diz que Cristo é tudo em todos. Todavia, não funciona mais assim. Ele foi expulso dos cultos religiosos pelas nossas práticas ritualísticas e sem vida. As práticas são gananciosas e recheadas de políticas de interesses. O que vemos hoje é o aumento desenfreado da hostilidade, da cobiça, da inveja, da mentira e do ódio.

E onde há estas coisas, Jesus não está presente. Por isso é fácil entender que o cristianismo de hoje é um cristianismo sem JESUS.

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