Publicado por: Battista Soarez | maio 1, 2012

ARTIGO

Decepcionado com os

homens, não com DEUS

Por BATTISTA SOAREZ

Que igreja realmente é a noiva do Senhor? É essa igreja que fere, odeia e destrói a vida em comunhão? Ou a igreja que vive o amor ao próximo e promove a unidade do corpo de Cristo? Que igreja, de fato, é a noiva do Senhor que assume a figura de cordeiro para caracterizar o evangelho inofensivo da comunhão e do “ama ao teu próximo como a ti mesmo”, depois de “amar a Deus com todo o entendimento”? (Mateus 22.37-40).

Tem-se acompanhado as lamentáveis, vergonhosas e baixas discussões entre pastores de grandes igrejas. Suas baixarias conseguem invadir os lares das pessoas mais simples, mais humildes; pessoas de senso comum e que nada entendem de teologia, muito menos de briga religiosa. Mas que apenas vivem a fé simples na experiência do novo nascimento.

E o que é pior: essas baixarias, no ringue da espiritualidade, entram em lares de pessoas que ainda não são crentes e que logo se decepcionam com a fé cristã, antes mesmo de abraçá-la. Se decepcionam, principalmente, por não entenderem por que pessoas que pregam a paz em nome de Deus vivem em guerra. Não entendem por que pessoas que tanto preconizam o amor se odeiam tanto uns aos outros.

Não quero ser agressivo na exposição deste artigo. Mas também não quero ter piedade do pecado contra o próximo. Talvez seja uma agressividade, sim, mas que visa apenas o bem do corpo de Cristo. Ninguém agüenta mais esse “outro evangelho” da divisão, dos ataques pessoais, das intrigas e que tem quebrado todos os princípios bíblicos.

A quem interessa os problemas pessoais desses homens que, com anos de vida na igreja, ainda não aprenderam a viver a santidade e a harmonia do evangelho? Será que esses caras realmente se converteram? Será que essas integras entre eles não são efeitos dos “orixás” que atuam dentro dos seus templos evangélicos, com permissão dos próprios evangélicos?

Ao que se percebem, os “orixás” que predominam e que fazem shows dentro desses templos parecem ter objetivos claros: (1) enriquecer a vaidade das pessoas, quando a Bíblia orienta ter um coração puro; (2) propagar o “evangelho” de amor aos bens materiais, quando Jesus ensina a não juntar tesouros na terra (Lucas 12.13-21; Mateus 6.24); (3) promover intrigas entre os crentes, quando Jesus ordena viver o princípio de unidade e comunhão (João 17.21-26).

Mas esses camaradas não querem saber do é certo no Evangelho da cruz. Aliás, até a maneira como esses “boxeadores” da fé evangélica pronunciam o evangelho é baixa, inescrupulosa e indolente. Sem nenhum critério de ética cristã, eles maltratam, ferem e até assassinam a boa fé das pessoas. A “pistolagem” espiritual e religiosa tem sido um problema na cristandade atual. É incrível como muitos “doidinhos” de terno e gravata fazem papel de tudo: de advogados de Deus a juízes sentenciadores. Com esse conceito de espiritualidade imbecil, eles misturam tudo: fazem fogueiras santas, cantam, oram, pregam, pedem dinheiro, brigam e julgam. Sem o menor princípio da boa ética cristã, fazem tudo diferente do que o Mestre Jesus ensinou.

A impressão que esses caras passam para as pessoas é a de que eles não estão nem aí para Deus e muito menos para a sua obra santificadora. Estão na mídia apenas para promoverem seus projetos pessoais. Exporem sua vaidade. E exibirem seu jeito egocêntrico de ser.

É vergonhoso ligar a televisão e ver esses camaradas “evangélicos” se digladiando feitos loucos ou sem juízo. A vida ministerial deles é mau exemplo para os fiéis. São verdadeiros ególatras da fé. Suas façanhas egomaníacas causam repugnância no coração de Deus e no coração da gente que assiste esses principados da fé religiosa.

Se o que a Bíblia diz sobre a pessoa e o caráter de Deus é a verdade, Ele deve estar vomitando esses “outros evangelhos” que vêm se expondo na mídia. Um evangelho de ataques pessoais e ofensas descabidas. Um evangelho homicida carregado de ódio e estripulias religiosas.

Na Bíblia, entretanto, não há nenhum evangelho sem comunhão uns com os outros. Confesso que estou profundamente preocupado com esse evangelho visível que vem se expondo na mídia. Jesus disse: “que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (João 13.34,35; 15.12). Que responsabilidade! Amar como Jesus amou é a própria identidade daquele que serve ao Senhor. Ele mesmo disse, em João 13.35, que o cristão só pode ser identificado como filho de Deus pelo amar uns aos outros. Não há outra maneira. Quem não ama, portanto, não é discípulo de Jesus, por mais que cante, ore e pregue. Mesmo que viva enfurnado na igreja de domingo a domingo, isso não o caracteriza como servo de Deus.

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