Publicado por: Battista Soarez | fevereiro 27, 2012

BISPO ASSASSINADO

ROBINSON CAVALCANTI É ASSASSINADO

O filho adotivo do casal é o acusado pelo crime. Usuário de drogas, Eduardo Cotias Cavalcanti mata os pais após discussão.

Pr. B A T T I S T A   S O A R E Z

Hoje, pela manhã bem cedo, fui surpreendido — recebi de um amigo — pela fatídica informação de que Edward ROBINSON de Barros CAVALCANTI e sua esposa, a professora aposentada Mirian Nunes Machado Cotias Cavalcanti, 64, foram assassinados pelo próprio filho adotivo, por volta das 22hs da noite de ontem, domingo, 26, na cidade de Olinda, Pernambuco. Uma tragédia familiar, sem dúvida.

O casal Robinson e Míriam Cavalcanti foram assassinados dentro de casa

A notícia dizia:

Eduardo Olímpio Cotias Cavalcanti, 29 anos, é acusado de matar seus pais adotivos a facadas na casa onde moravam, na Rua Barão de São Borja, no bairro dos Bultrins, em Olinda, Grande Recife, na noite deste domingo (26), por volta das 22h. Depois dos crimes, o rapaz tomou veneno.

O pai, Edward Robinson de Barros Cavalcanti, 68, faleceu na hora. Ele era bispo diocesano da Igreja Episcopal Anglicana. A mãe, Miriam Nunes Machado Cotias Cavalcanti, 64, chegou a ser socorrida no Hospital Tricentenário, também em Olinda. Ela era professora aposentada.

Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco e com licenciatura em Ciências Sociais na Universidade Católica de Pernambuco, Robinson Cavalcanti assumiu, na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), vários cargos altos – foi coordenador de graduação, de pós-graduação e de mestrado, chefe de Departamento, além de diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFPE.

Robinson Cavalcanti também atuou nas campanhas presidenciais de Lula, de 1989 e 1994, e também foi candidato a vice-prefeito de Olinda (1996).

Os vizinhos informaram que o acusado parecia ter consumido uma grande quantidade de drogas e teria ameaçado matar também as duas irmãs adotivas. Umas delas o teria visto diante de casa amolando a faca peixeira supostamente usada nos assassinatos.

Eduardo Olímpio Cotias Cavalcanti havia chegado há três dias dos Estados Unidos, onde já teria sido preso por tráfico de drogas. Ele está internado sob custódia policial no Hospital da Restauração, na área central do Recife. Além do veneno, ele havia desferido contra si alguns golpes de faca.

Logo depois, recebi outra notícia mais detalhada sobre o fato:

 

O bispo diocesano da Igreja Anglicana, cientista político e professor aposentado da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Dom Edward Robinson Cavalcanti, de 64 anos, e a esposa dele, a professora aposentada Mirian Nunes Machado Cotias Cavalcanti, também de 64 anos, foram assassinados na casa da família, na Rua Barão de São Borja, número 305, em Jardim Fragoso, Olinda, na noite do último domingo (26).

 

De acordo com a policia, o autor do crime é o filho adotivo do casal Eduardo Olímpio Cotias Cavalcanti, de 29 anos. O homem morava nos Estados Unidos desde os 16 anos de idade e teria voltado ao Brasil há cerca de 15 dias depois de ter sido preso no país estrangeiro várias vezes por envolvimento com drogas e outros delitos. Eduardo estava passando por um processo de deportação.

 

Os corpos já foram necropsiados pelos peritos do Instituto de Medicina Legal (IML) no Recife. Segundo a polícia, o bispo sofreu três facadas e a esposa apenas uma, na altura do peito esquerdo. De acordo com familiares, o corpo do religioso devem ser sepultado na próxima quinta-feira na Catedral Anglicana de Boa Viagem, como pedem os rituais da igreja. Esta tarde, a família tem reunião com os representantes da igreja para tentar adiantar o enterro. Segundo os parentes, a professora Miriam teria revelado o desejo de ser sepultada no Cemitério Morada da Paz, no Paulista.

 

Segundo o reverendo Hermany Soares, amigo da família, quando Eduardo chegou ao Brasil, ele foi buscá-lo no aeroporto e ainda no desembarque teria perguntado onde poderia comprar uma arma.

Ontem pela manhã, o rapaz saiu de casa, foi beber na praia e voltou à tarde. À noite, foi visto amolando uma faca na frente do portão de casa.

 

Na noite de ontem, horas antes do crime, o bispo, a esposa e o filho foram juntos ao culto. Na ocasião, o religioso falou aos fieis sobre a alegria em ter o filho de volta à casa, lembrando que aquele era o primeiro culto após a chegada de Eduardo ao Brasil.

 

Por volta das 22 horas, Eduardo começou a discutir com o pai, pegou a faca e golpeou o idoso. A mãe foi defender o marido e também foi esfaqueada.

 

O bispo Robison morreu no quarto. A mãe ainda foi levada para o Hospital Tricentenário, em Olinda, com uma facada no peito esquerdo, mas já chegou morta. Após o crime, Eduardo tentou cometer suicídio ingerindo uma substância ainda não identificada e desferindo vários golpes de faca no próprio peito.

 

Eduardo foi levado para o Hospital da Restauração (HR) por uma viatura da Polícia Militar e permanece internado na Unidade de Traumas. Está respirando com ajuda de aparelhos. Seu estado de saúde é considerado grave pelos médicos e ele não tem previsão de alta.

 

Segundo informações de parentes, o bispo Robinson foi o coordenador regional da primeira campanha do ex-presidente Lula para presidente da República, que, inclusive, o teria visitado em casa depois de eleito. O bispo também foi candidato à deputado federal e proferiu palestras na Organizações das Nações Unidas.

MINHA AMIZADE COM ROBINSON

Lamento, profundamente, a morte precoce do bispo Robnison Cavalcanti. Tive a honra de conhecê-lo em 1987, em uma conferência evangélica numa faculdade batista, em São Luís do Maranhão. Eu, à época, tinha 20 anos de idade e ele 44. Naquela oportunidade, ele me presenteou com o livro Libertação e sexualidade. A partir dali, iniciamos uma amizade e Robinson me deu o número de telefone do seu quarto, dizendo: “Pega este número. Tenho dois números de telefone. Este é do meu quarto e dou somente para amigos mais chegados”. Há pouco tempo estivemos juntos novamente, numa de suas palestras sobre cristianismo e consciência política. Durante esse tempo, nos falamos várias vezes sobre assuntos intelectuais, literatura e a realidade da igreja brasileira.

Por circunstâncias da falta de tempo e ocupação, há algum tempo não nos falávamos. Mas as vezes que nos comunicamos, Robinson Cavalcanti me deu bons conselhos, me pedia que procurasse ler seus artigos publicados em jornais e revistas do país e o informasse a respeito. Pois nem sempre tinha controle dos veículos que publicavam suas matérias, principalmente os seculares. Inteligente, criativo e polêmico, Robinson era o tipo de amizade que, se a gente soubesse, tiraria mais proveito, no bom sentido. Lamento muito a sua morte. Eterna paz sobre a sua memória.

GRANDE PERDA PARA A IGREJA BRASILEIRA

O Brasil e o mundo cristão tem uma perda muito grande. Dom Edward ROBINSON de Barros CAVALCANTI, nasceu no Recife-PE, em 21 de Junho de 1944. Era filho de Edward Lopes Cavalcanti e Gerusa de Barros Cavalcanti. Aos três anos de idade, se mudou para a cidade de União dos Palmares, em Alagoas, onde estudou até o Curso Ginasial (8ª série). Ali seu pai era empresário e político.

Naquela mesma cidade, Robinson participou, como criança e adolescente, da Paróquia de Santa Maria Madalena (da Igreja Católica Romana), e da política estudantil, através do Grêmio do Colégio e da União dos Estudantes Secundaristas de Alagoas (UESA). Nessa época passou, ocasionalmente, a freqüentar sessões kardecistas (religião da família do seu genitor) e a ser evangelizado por amigos Batistas e Adventistas do 7º Dia.

Em 1960 foi para o internato do Colégio Evangélico (Presbiteriano) XV de Novembro, em Garanhuns-PE, fazer o 1º ano do 2º grau (Curso Clássico). Em 21 de abril daquele ano aceitou a Jesus Cristo como único Senhor e Salvador. Em 1961 regressou ao Recife, para viver com seus avós paternos, e continuar o Curso Clássico no Colégio Nóbrega (dos Jesuítas). O Curso Clássico era centrado no estudo das Humanidades, particularmente Língua e Literatura (brasileira, portuguesa, hispânica, hispano-americana, latina, francesa, inglesa e norte-americana) e Filosofia. Com os Jesuítas, no Colégio, e, depois, na Universidade, é iniciado no estudo de Maritain, Marcel, Mounier, Jollivet, e outros, além dos Documentos Sociais Pontifícios, de Leão XIII a Paulo VI, e os Documentos do Concílio Vaticano II. Integra a liderança do CESP — Centro dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco.

No início de 1962 desvincula-se da Igreja Romana e do Espiritismo Kardecista, concluiu o Curso Clássico e o Curso de Língua e Cultura Hispânica. Em 31 de outubro de 1963 (Dia da Reforma) foi confirmado na Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB). De 1963 a 1966 cursou Licenciatura e Ciências Sociais na Universidade Católica de Pernambuco (dos Jesuítas), e Língua Inglesa, na Sociedade Cultural Brasil-EEUU. De 1963 a 1967 cursou, simultaneamente, o Bacharelado em Direito na Universidade Federal de Pernambuco, participou da política estudantil, integrando o Diretório Acadêmico “Demócrito de Souza Filho”, da Faculdade de Direito, e do Teatro Universitário. Ingressou na Aliança Bíblica Universitária (ABU). Fez estágio no Departamento de Ciências Sociais da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Iniciou sua vida como Advogado, Assessor da ABU (por 10 anos) e professor nos Colégios Agnes Erskine (Presbiteriano), Americano Batista e Sagrado Coração Eucarístico de Jesus. Optou pela carreira universitária, como professor de Ciência Política, na Faculdade de Filosofia do Recife (FAFIRE, das Irmãs de Santa Dorotéia), Seminário Presbiteriano do Norte, Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Em 1974-1975 cursou o Mestrado em Ciência Política no Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), da Universidade Cândido Mendes, defendendo (como denominada então) a tese: Alagoas — a Guarda Nacional e as Origens do Coronelismo. Foi Evangelista e Candidato ao Ministério na Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB).

Nas Universidades — onde lecionou por 35 anos — integrou quase todos os Colegiados Superiores. Foi Coordenador de Graduação, de Pós-Graduação (Especialização), de Mestrado, Chefe de Departamento, e, finalmente, Diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFPE. Foi professor conferencista-visitante na Universidade do Alabama, em Birmingham, lecionando a disciplina “Sistemas Políticos Comparados”. Atualmente, estava aposentado (Professor Adjunto, IV) da UFPE e UFRPE.

Era membro da Academia Pernambucana de Educação e Cultura, da Academia Pernambucana de Ciências Jurídicas e Morais e e ainda era Cidadão Honorário da Cidade de Olinda-PE.

Participou da fundação (1970) da Fraternidade Teológica Latino-americana (FTL), onde integrou, por sete anos, a sua Comissão Executiva. Integrou, também, a Comissão de Convocação do Congresso de Lausanne (1974), e a Comissão de Lausanne para a Evangelização Mundial (LCWE), por quatro anos, bem como a Comissão Teológica da Aliança Evangélica Mundial (LCWE), na Unidade “Ética e Sociedade”. Filiou-se aos Gideões Internacionais e ao Rotary Club. Passou a colaborar como articulista na imprensa escrita. Por 10 anos escreveu a coluna dominical “Evangelismo” no Jornal do Commércio, e, por dois anos, a coluna “Panorama Evangélico”, do Diário da Noite. Escreveu, por cinco anos, para a revista Kerygma (São Paulo), e é o mais antigo colaborador da revista Ultimato (Viçosa-MG.).

Ao todo são mais de 1.000 artigos sobre Teologia e Ciência Política, publicados no Brasil e no Exterior. Atuou, também, no rádio e na televisão, em programas religiosos e políticos, passando a dar conferências no país e no exterior, principalmente na área de Ética Social. Como convidado do Governo, pregou no Culto Semanal dos Deputados, na Capela do Parlamento da Suécia. Foi candidato a Deputado Estadual, em 1982, pela oposição ao Regime Militar (e membro do Diretório Municipal do PMDB do Recife), e participou das campanhas pela Anistia e pelas ‘Diretas Já’. Foi Presidente da OMEB – Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil – Secção de Pernambuco, e um dos idealizadores e membro da primeira diretoria nacional do MEP – Movimento Evangélico Progressista.

Foi Assessor do Conselho Regional de Pernambuco do Colégio Notarial do Brasil, da Prefeitura da Cidade do Recife (e membro do Conselho Municipal de Educação) e do então Deputado Federal, Humberto Costa. Coordenou, entre as igrejas evangélicas, em nível nacional, as campanhas presidenciais de Lula, de 1989 e 1994. Militou no Partido dos Trabalhadores, onde foi membro do Diretório Municipal e candidato a vice-prefeito de Olinda (1996). Filiado a duas Seções Sindicais da ANDES — Sindicato Nacional (dos Professores Universitários), foi candidato a uma das vice-presidências da entidade, na chapa encabeçada pela professora e ex-prefeita de Fortaleza, Maria Luiza Fontenelle.

Foi presidente da ASAS, ONG de apoio aos portadores de HIV/AIDS. Participou da campanha do “Parlamentarismo” e da campanha pelo “Fora Collor”. Por cinco anos, integrou o NIES – Núcleo Interdisciplinar de Estudo sobre a Sexualidade da UFPE, participando de debates sobre o tema em várias instituições, inclusive defendendo, como convidado, a posição ortodoxa da Igreja, na Semana Cultural do “V Congresso Brasileiro de Homossexuais”. Compatibilizando a defesa da Ética Bíblica com a defesa da Cidadania, integrou o grupo de pastores evangélicos que subscreveu o manifesto de apoio a Emenda Marta Suplicy (direitos patrimoniais e previdenciários). Definindo-se como um democrata, nacionalista, federalista, regionalista, municipalista, parlamentarista, defensor de uma Sociedade Solidária e de uma Economia pós-Capitalista, inspirada nos valores judaico-cristãos, participou de um sem número de movimentos em defesa da Justiça Social, sempre encarando tal participação como expressão de um ministério profético.

Praticou esportes na juventude. Na “terceira idade”, estava na hidroginástica. Gostava de teatro, cinema e música (do clássico ao folclórico), de uma boa praia (particularmente a de Paripueira–AL). Era torcedor do Vasco-RJ, Náutico-PE e CRB-AL.

Depois de anos de estudo e aproximação, filiou-se a então Igreja Episcopal do Brasil (IEB), Paróquia da Santíssima Trindade, pelas mãos do Bispo Dom Edmund Knox Sherril, em 21 de junho de 1976, sendo, sucessivamente, Leitor (Ministro Leigo), membro de Junta Paroquial, Postulante e Candidato às Sagradas Ordens, Diácono e Presbítero, trabalhando na Santíssima Trindade, Bom Samaritano, Emanuel e Redenção (sempre não-remunerado).

Robinson foi Delegado Sinodal e membro da JUNET mais de uma vez, tendo ministrado em encontros anglicanos em vários países. Era membro, há mais de 10 anos, da diretoria internacional da EFAC – Fraternidade dos Evangélicos na Comunhão Anglicana, e membro da Ekklesia.

Em 1997 foi eleito, sagrado e instituído Bispo da Diocese do Recife, comparecendo à Conferência de Lambeth, de 1998, participando, ativamente, da rede de correntes ortodoxas anglicanas, no tocante às Sagradas Escrituras, aos Credos e à Ética Histórica da Igreja.

Como Bispo Diocesano, ordenou 57 Diáconos e 49 Presbíteros. Nesses sete anos foram abertas 34 das presentes 44 comunidades da Diocese Anglicana do Recife, criandos projetos sociais, arcediagados, secretarias e comissões, e reformulandos os Cânones. Foram estimulandas as vocações, criando o Diaconato Permanente e o Ministério Local, bem como a instituição de Ministros Leigos e Evangelistas. Na IEAB foi presidente da Junta Nacional de Educação Teológica – JUNET.

A Diocese do Recife integra a Igreja Anglicana do Cone Sul da América, alinhada à maioria ortodoxa da Comunhão Anglicana.

Fez sua formação teológica por extensão no Seminário Concórdia (da IELB), no NAET – Recife, e nos Cursos de Capacitação de Obreiros da ABU (IFES – Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos), no Brasil, Equador, EEUU, Áustria e Inglaterra, tendo estudado com vários teólogos anglicanos, como o Rev. John Sttot. Participou dos seminários internacionais que redigiram os documentos “Ä Responsabilidade Social da Igreja“, (Grand Rapids, EUA), “O Evangelho e a Cultura” (Willowbank, Bermudas), “Estilo de Vida Simples como Opção Cristã” (Hoddesdon, Inglaterra), “Ä Declaração de Jarabacoa sobre os Cristãos e a Ação Política” (Jarabacoa, República Dominicana), bem como do Congresso Internacional de Evangelismo (Pattaya, Tailândia), Congresso de Evangelistas Itinerantes (Amsterdã, Holanda), Lausanne II (Manila, Filipinas) e do Seminário para Escritores Evangélicos do Terceiro Mundo (John Haggai Day Center, Cingapura), dentre outros.

Considerava-se distante do Fundamentalismo e do Liberalismo, considerava-se um Cristão, Protestante, Evangélico, Anglicano, defensor da Teologia da Missão Integral da Igreja.

Faleceu em 26 de fevereiro de 2012, após ser esfaqueado pelo filho adotivo. O jovem residia nos EUA e voltou ao Brasil dias antes. Usuário de drogas, ele assassinou também a mãe adotiva e tentou o suícidio, mas sobreviveu.

 ROBINSON CAVALCANTI PUBLICOU AS SEGUINTES OBRAS:

  • Cristo na Universidade Brasileira
  • O Cristão, Esse Chato
  • Uma Benção Chamada Sexo
  • As Origens do Coronelismo
  • Igreja – Agência de Transformação Histórica
  • Igreja – Comunidade da Liberdade
  • Libertação e Sexualidade
  • Cristianismo e Política
  • A Utopia Possível
  • A Igreja, o País e o Mundo
  • Igreja – Multidão Madura
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