Publicado por: Battista Soarez | junho 9, 2010

VIDA A DOIS NA LEI DA FÍSICA

ATÉ QUE AS BRIGAS {COM O TEMPO} OS SEPAREM (2)

“Meu marido mudou muito. Ele não me procura mais na cama. É grosso comigo. Arranjou uma amante. Eu não sei o que aconteceu” — (IZABELA).

“No início do casamento, ela era maravilhosa. A gente se dava muito bem. Mas, depois, ela se tornou agressiva. Reclama de tudo, xinga. Briga até  com a toalha que cai no chão” — (MÁRCIO).

E vamos continuar nossa conversa, iniciada na primeira parte da matéria, publicada na semana passada!

Os casais brigam porque o amor acabou?

Antes, gostaria de dizer que – depois da matéria anterior – tenho recebido comentários apenas pessoalmente. Nas ruas. Na universidade. Na igreja. Nunca pela net. Normalmente, os comentários são ligeiramente acanhados…, tímidos.

– Muito boa a matéria, Battista! – dizem.

Mas não entram em detalhes. É que este é um assunto sobre o qual as pessoas têm medo e vergonha de falar. Têm medo de expor suas opiniões. Têm vergonha de falar a verdade e tão somente a verdade porque, numa relação homem/mulher, falar a verdade respinga lama de responsabilização sobre ele e sobre ela. Mas nenhum dos dois assume. E quando alguém ousa falar sobre o assunto, o faz pela tangente da religião. E a verdade da crise na relação homem/mulher não está na religião, mas, sim, na sociologia da cultura de massa.

Para o físico José-Manuel Rey, o fracasso das relações é estrutural e está na natureza das coisas. Ao que parece, se formos levar em conta os estudos de Rey, vamos estar convencidos de que fomos programados para a síndrome da separação. E isso é um golpe mortal no amor ideal.

Mas vamos aos fatos. Na esteira da vida prática, da crise consumada, cotidiana, a mulher se dana em falar mal do homem, ainda que seja ela a culpada. Aliás, as mulheres nunca erram. Assim como são boas de briga, também são boas de lábia no convencimento de seus amigos, familiares, juristas (estes se deixam convencer por mero intere$$e financeiro) e pastores contra seus parceiros. E conseguem destruir a reputação do homem, principalmente perante o pastor, a menos que o pastor pense igual a mim.

Na maioria dos casos em que recebo queixa pastoral da parte de mulheres, tenho o cuidado de ouvir também o homem. E normalmente acabo tenho a conclusão de que o homem não é tão ruim como ela diz ser. Veja este diálogo que tive com uma dona de casa evangélica no ano passado e, depois, com o seu marido respectivamente.

– Pastor, quero falar com senhor. É possível? – disse ela, com semblante sereno e agradável, porém triste.

– Sim, irmã. Posso ouvi-la sim.

– Pastor, ore por mim. O meu marido mudou totalmente em casa. Não me procura mais na cama. Me trata com grosseria. Não quer botar nada em casa. E, para ser sincera, ele já tem uma amante na rua.

– Como começou tudo isso, irmã? – eu quis saber.

– Sei lá, pastor. Ele começou mudar de repente. Passou a chegar tarde em casa…

– E por que?

– Não sei.

Ela ficou um bom tempo de cabeça baixa e em silêncio. Eu quis ficar com pena dela, mas logo resisti porque pena não é um sentimento correto. Misericórdia é algo bem melhor. É bíblico, afinal. E resolvi ir mais além. Depois de termos conversado muito, propus a ela:

– Irmã, eu preciso conversar com ele. Seria possível?

– Iiir!!!, pastor. Ele é muito arrogante. Não vai lhe receber bem – resistiu ela.

– Mas, mesmo assim, eu quero falar com ele. Se ele me tratar mal, a gente conversa e se entende. E aí, não o procurarei mais e darei total apoio à senhora. Ok?

– Éh! Pode ser, mas…. o senhor vai ver.

A partir daquele momento, percebi que aquela senhora não queria mais falar comigo. Sempre estava ocupada. Não tinha mais tempo para conversar. Nem pediu mais oração. Mesmo assim, dei um jeitinho e procurei o marido dela. Como ele trabalhava muito, não foi fácil. Mas um dia, por acaso, o encontrei num estabelecimento comercial.

– Olá, pastor. Você é o pastor Battista?

– Sim, sou.

– Eu o conheço de vista, e tenho ouvido falar muito de você. É um prazer.

– O prazer é nosso! Tá tudo bem?

Ele apertou minha mão e conversamos muito. Tratava-se de um homem muito solícito.

Depois de algum tempo conversando, passamos a falar de igreja, religião e finalmente de família.

– Éh! – disse ele, levantando o sobrolho. – Eu me casei com uma mulher que amei muito. E ainda gosto dela. Mas, de um certo tempo para cá, ela mudou totalmente. Principalmente depois que virou evangélica. Ela era muito boa no início do casamento. Mas, agora, por qualquer motivo bobo esbanja uma raiva sem explicação. Briga até pela toalha que cai no chão.

– É mesmo? E como você reage?

– Eu, simplesmente, me afasto. Saio de casa e só volto tarde da noite. Isso para não brigar. Porque se eu for dar trela…. No início eu reagia muito, tínhamos brigas feias. Mas depois eu resolvi ter outra atitude diante das provocações.

– Mas o senhor a trata mal?

– Sempre que ela me xinga, grita, eu altero a voz para ver se ela maneira mais um pouco o tom agressivo. Meu amigo, pensa numa mulher que xinga! Quando ela abre a boca, irrita… Por isso, o melhor lugar para mim é na rua.

– Como é a vida sexual de vocês?

– Acabou? Não existe mais. Eu até arranjei uma namorada na rua, com a qual eu me dou muito bem…

– E por que o senhor tomou essa decisão? […]

(aguarde a parte 3 da matéria).

Anúncios

Responses

  1. O dia que o homem entender a psiquê feminina, e a mulher entender a masculina, os relacionamento serão um pouco mais equilibrados, se é que realmente os opostos se atraem, por que se eles se atraem deveria haver, por lógica, harmonia. Entretanto, minha amiga Irimar contraria a lei da Física, segundo ela são os iguais que se atraem.

    (rsrsrs)

    seu blog está ótimo, segue assim…


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: