Publicado por: Battista Soarez | junho 3, 2010

VIDA A DOIS NA LEI DA FÍSICA

ATÉ QUE AS BRIGAS {COM O TEMPO} OS SEPAREM (1)

Elas, por vezes, são estúpidas, briguentas e monstruosas. Falam demais: o que devem e o que não devem. Eles, na sua maioria, posam de mulherengos, safados, arrogantes e donos da razão. No “fritar” dos “ovos”, ambos mentem; são egoístas, possessivos e presunçosos. A relação não suporta e se arrebenta. É o fim. Na equação do rompimento, uma grave injustiça: os homens saem perdendo; as mulheres levam vantagem e ainda estraçalham a imagem do cara.

A relação a dois fica cada vez mais inesplicável

Acabei de receber, na minha sala de trabalho, a revista Galileu, da editora Globo. Foi uma assinatura de cortesia que ganhei, há quase um ano, graças ao meu contato com o pessoal daquela casa. Lembro-me de ter feito, em 2001, várias matérias jornalísticas a quatro mãos com Marcelo Dutra, repórter do jornal O Globo. Tenho boas lembranças daqueles tempos de Rio de Janeiro. Na revista que acabo de receber, deparei-me – logo nas primeiras páginas – com uma equação inusitada e, ao mesmo tempo, interessante. Veja se você consegue decifrar seu significado! É assim:

E aí? Você… conseguiu…?+?-?×?÷?=N+a+o+~. Pois é. Nem eu. Mas o cientista da “equação” do amor impossível – o físico espanhol José-Manuel Rey, professor da Universidade Complutense, a mais importante de Madri, na Espanha – jura que cálculos, estatísticas, leis da física e tudo enfim estão contra a durabilidade na relação homem/mulher.

José-Manuel Rey: o amor duradouro é impossível.

Segundo ele, tudo começa com olhares de admiração! Os dois se aproximam, conversam, se atraem, gostam do que vêem um no outro, se tocam, se sentem, se paqueram, se cheiram, se beijam, se amam… e tudo começa assim. Logo percebem que os dois têm tudo a ver: os filmes que curtem, os livros que leram, os locais que freqüentam, as músicas que apreciam, a comida que agrada. Os mesmos sonhos, os mesmos planos, as mesmas idéias.

Sendo assim, tudo está bem. Em pouco tempo, formam um casal cheio de metas e objetivos. Então, com os planos traçados, trocam alianças e mergulham a fundo numa relação cega que só tende a fracassar e que não vai conseguir ir muito longe.

Assim, a vida a dois, além de curta, tem pernas fracas. Não resistem ao tempo e, de repente, a mesa da ceia do amor se esparrama no chão das brigas, das confusões, do egoísmo, da falta de respeito, dos xingamentos, da exposição de ódio, do desgaste, das traições, da insuportabilidade e, por fim, da separação. E aí começa um drama que só vai acabar com a partida de um dos dois para o além.

Com o tempo, casais não se suportam mais

Para Rey, só o sentimento de amor não basta para sustentar uma relação. “O esforço exigido para manter o casamento ou o namoro funcionando – comenta ele – será sempre maior do que se imagina e as pessoas têm uma tendência natural à inércia”.

O cientista explica afirmando que quanto mais a pessoa achar que vai dar certo, mais irá planejar e investir. Mas isso só serve para aumentar ainda mais as chances de frustração quando a rotina chegar. E ela vai chegar, sim, com a mais absoluta certeza. Rey ainda diz que por trás de um casal feliz existe um segredo que só os dois podem desvendar.

A estupidez e a arrogância são graves problemas na relação

E a relação-fracasso se globalizou. Nos Estados Unidos, a cada dois casamentos, um acaba em separação. Na Europa, é registrado um divórcio a cada 30 segundos. No Brasil, mais de 150 mil casamentos acabam todo ano.

(Veja nas próximas matérias por que o paradoxo do fracasso impera na relação homem/mulher).

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