Publicado por: Battista Soarez | abril 20, 2010

O AMOR SEGUNDO EU MESMO

 O AMOR SEGUNDO EU MESMO

O amor humano está sempre assim: caminhando sobre pontes vazias com visão de futuro turvada.

O tema do próximo livro que estou escrevendo parece meio estranho. O amor segundo eu mesmo, a meu ver, é uma coisa totalmente esquisita. Louquinha, sabe?  Mas, convém salientar, não tenho nenhuma pretensão de ser um teórico do amor e nem tão pouco de fazer qualquer crítica desrespeitosa àquilo que é de mais sagrado na existência humana.

A única coisa que vou procurar verbalizar é o percurso da minha trajetória existencial, face a algumas experiências meio que inusitadas por que passei. E foram coisas bem cinzentas, nuvens sombrias e desajeitadas. Sempre com seres humanos. Ingratos e egocêntricos. Nada nesta vida perturba mais a minha mente do que a discrepância de algumas pessoas [travestidas de humanos] em quererem fazer cena de circo com a afetividade alheia. E para isso usam seus temperamentos desequilibrados e suas atitudes neuróticas. Espalhafatosas.

Os lugares que esses “loucos” e “loucas” de plantão escolhem para fixar seus expedientes? Imagine só! Exatamente nas igrejas, nos relacionamentos pessoais interpessoais, na família, nas estruturas de liderança, nas empresas, nas instituições em geral, nas grandes e pequenas coisas.

Meu novo livro vai delirar em alguns momentos de inquietação e raiva. Mas não se preocupem os leitores com esta expressão. A raiva que ele vai ter será uma raiva moderada, sem esquisitismo, sem egoísmo e sem pichação do caráter humano. Pelo menos daqueles em quem não couber a carapuça.

O amor dos humanos sempre está espremido nas palmas das próprias mãos.

Será uma raiva divertida e ao mesmo tempo séria. Mas nunca punitiva. É ausente de esculhanbação. Apesar de tudo, O amor segundo eu mesmo será um livro debochado para aqueles que gostam de tirar sarro da existência alheia. Sem fuleiragem para os que imaginam a coisa séria. E para os que adoram matar a liberdade alheia  – em nome de uma religiosidade vazia, mas cheia de preconceito e transloucação humanificada – será um livro nojento, insuportável e sem vergonha. Não dará nem pra ler, muito menos para refletir sobre as putarias nele expostas. Mas dá para aborrecer a curiosidade, irritar a paciência e fazer xingar, soltar palavrões.

Aliás, para aqueles que gostam de levar o dia-a-dia da vida soltando palavrões, noutro sentido, será um livro perfeito para se gargalhar. Se bem que tem gente (desses humanos que há por aí) que nem precisa soltar palavrões pra ser sacana. Ela, em si, já é um gozado palavrão, pura sacanagem. Meu livro, pelo menos, é um depósito das reais sacanagens catadas nos lixeiros do livre pensamento social dos humanos.

O amor verdadeiro está escondido no recôndito infinito. O amor “real”, visível, está emblemado no universo de solidão, sombra e desespero.

Deus é amor. Infinitamente amor. E gerou amor no Cristo do Evangelho. Mas o amor proliferado entre os humanos e pelos humanos (machos e fêmeas, homens e mulheres, gays e lésbicas) foi cagado por uma existência sem sentido, inventariada no mísero universo deles mesmos. O amor segundo eu mesmo vai lá dentro desse universo de humanos sem sentido nenhum na vida e explora a merda como ela é. E verbaliza tudo sem frescura.

O amor segundo eu mesmo não é romance. Não é poesia. Não é ensaio. Não é crônica. Muito menos tragédia, teatro ou qualquer outra bobagem dessa natureza. É o que então? Apenas uma literatura que não é literatura porcaria nenhuma. Mas é provocativa e um tanto quanto (in)conveniente.

O amor humano vive solitário e exposto no chão da existência, escrito na frágil areia do tempo, razão pela qual se apaga facilmente.

De modo que a paranóia humana vem à tona, na forma provocativa e irônica. Mas O amor segundo eu mesmo será uma verdade às avessas, sem dó da vaidade e da idiossincrasia dos humanos, tão pouco do egocentrismo assassino que muitos travestidos de gente incorporam em nome de uma sociabilidade merdificada. Caramba! Isto não pode. Os humanos são imorais, mas também são legalistas.

Ora bolas, pobres humanos! Sem piedade, O amor segundo eu mesmo, enfim, será um diálogo descarado sem a fineza da dialética dos sábios, e uma análise da vida sem crítica nenhuma. Uma viagem literária sem frescura. E finalmente uma didática desordenada sem o apuro sistemático das palavras.

Pobre amor humano: sempre repetitivo em qualquer lingua, limitado como a palma da mão, não tem significado definido perante a vida.

Se não estou enganado, muitos leitores vão mandar umas boas “merdas” enquanto lerem O amor segundo eu mesmo. Alguns vão gargalhar.  Outros irão se irritar. E haverá aqueles que apenas vão gritar: “Ai…, que porra. Isto aqui tá doendo na alma, cara, páaaaraaa!!!!”. Outros, ainda, irão simplesmente sentir verdadeiros orgasmos de felicidade porque O amor segundo eu mesmo está exatamente no nível de suas vidas vazias. Por isso mesmo vão ri no gozo das narrativas debochadas e quase sem pudor. Debochadas, sim, mas cheias de ironias e verdades intransigentes.

Esse amor humano é apenas sensualidade. É mera fantasia. Não é real.

Intransigentes? Não importa. A “coisa” vai sair assim mesmo. Cheia de relaxos e baboseiras. Embora tudo  aconteça assim e se fo… da mesma maneira que essa vida-amor idiota dos humanos sem sentido. Ah! Droga! Querem saber mais? Esperem pelo livro, pô. Vai ser publicado. E logo. Sem essa bosta de demora burocrática que deixa todo mundo puto da vida. Aguarde!

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